quarta-feira, 30 de setembro de 2009
2666, trajectória de uma leitura (actualização)
não, afinal, não era verdade. alguém se interessa pela trajectória de uma leitura (e ainda mais alguém). daí a sua actualização e logo contra ela....
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Roberto Bolaño
fico aqui neste vazio, p'ra além de mim, p'ra além de nós à tua espera.
Para além de mim, para além de nós e deste mundo,
Criei um mundo nos meus olhos p'ra te olhar
E por amor refiz o céu e o mar profundo
E se não foi amor que mais pudera eu dar.
Deixei saudades no teu rosto desenhado
Pelo meu jeito infantil de te querer.
Fomos a casa, o sol e o vento apregoado,
Erguendo os braços quando a vida os quis erguer.
Dentro de mim, dentro da infância e deste rio
Deixei o amor ao rio que a alma me prendera
E juro a Deus que fico aqui neste vazio,
P'ra além de mim, p'ra além de nós à tua espera.
Criei um mundo nos meus olhos p'ra te olhar
E por amor refiz o céu e o mar profundo
E se não foi amor que mais pudera eu dar.
Deixei saudades no teu rosto desenhado
Pelo meu jeito infantil de te querer.
Fomos a casa, o sol e o vento apregoado,
Erguendo os braços quando a vida os quis erguer.
Dentro de mim, dentro da infância e deste rio
Deixei o amor ao rio que a alma me prendera
E juro a Deus que fico aqui neste vazio,
P'ra além de mim, p'ra além de nós à tua espera.
Diogo Clemente, por Carminho, em "Fado"
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
2666, trajectória de uma leitura.
Ontem, comprei o 2666. O cansaço só me deixou resistir até à página 80. Porque tenho a sensação de uma grande viagem decidi deixar o trajecto da minha leitura aqui. Serão uma espécie de notas, às vezes transcrições, sumários, ainda não sei bem. É coisa para vos chatear, por isso não ocupará este espaço mas, pela sua importância, ficará numa casa maior. (as actualizações, contudo, serão aqui referidas).
lançamento na Ler Devagar (LxFactory, Lisboa)...
....e aquele que ficou meu.
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Roberto Bolaño
nem desistir, nem tentar, agora tanto faz.
Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba...
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba...
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem...
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...
Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...
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Cássia Eller
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
é tudo deles porque tudo foi nosso.
e agora?
e agora, é tudo deles porque tudo foi nosso.
falarás palavras que já não são tuas porque foram todas nossas.
e o teu sorriso rasgará histórias e lugares que nos lembrarão.
mas se a vida vai ser sempre e só dos outros,
eu, que já esqueço tanta coisa que a minha imagem não quer de ti,
farei como os turistas que nunca sabem o caminho,
mas vão.
e agora, é tudo deles porque tudo foi nosso.
falarás palavras que já não são tuas porque foram todas nossas.
e o teu sorriso rasgará histórias e lugares que nos lembrarão.
mas se a vida vai ser sempre e só dos outros,
eu, que já esqueço tanta coisa que a minha imagem não quer de ti,
farei como os turistas que nunca sabem o caminho,
mas vão.
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PA
domingo, 27 de setembro de 2009
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
eu gostava de ir (mas ninguém me convidou).
Hoje, em Lisboa, pelas 23h00, na Ler Devagar (Lx Factory), com direito a música (dj Pedro Vieira), leitura de fragmentos do livro mais aguardado do ano (com Beatriz Batarda, Tiago Gomes, José Eduardo Agualusa, José Mário Silva e Carlos Vaz Marques). E, ainda, bebidas exóticas e exemplares "especiais"para sortudos. Má sorte a minha.
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Roberto Bolaño
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
comunidades de leitores na biblioteca Almeida Garrett.

Para discutir um livro ou as suas possibilidades de leitura. E por entre os mais novos e fulgurantes escritores portugueses de ficção. (E, por Deus, no Porto...).
1.ª sessão: 24/09, quinta-feira: Nenhum Olhar, José Luís Peixoto
2.ª sessão: 07/10, quarta-feira: Jerusalém, Gonçalo M. Tavares
3.ª sessão: 28/10, quarta-feira: Morder-te o Coração, Patrícia Reis
4.ª sessão: 11/11, quarta-feira: o apocalipse dos trabalhadores, valter hugo mãe
5.ª sessão: 25 /11, quarta-feira: Efeito Borboleta, José Mário Silva
6.ª sessão: 17/12, quinta-feira: As Sereias do Mindelo, Manuel Jorge Marmelo
inspiração é respirar.

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© Paulo Alves 2009.09.22 | Porto (divice:Iphone)
duas marcas do espectáculo de ontem, INSPIRAÇÃO É RESPIRAR, na FNAC/St.Catarina, no Porto-
o ambiente e a aquisição que me faltava - esta já a repousar em casa...
tratou-se da interpretação oral da poesia de João Negreiros a qual agradece, e muito, à generosidade sonora.
quem já a leu reconhece-lhe esse sabor.
assim como lhe reconhece (e agradece) a recusa a estilismos forçados ou a falsas apresentações.
poesia onde, apesar das palavras "por vezes anoitecidas", sobrevive a mais profunda ternura.
por isso, este destaque, aqui, a dividir atenções com o elenco do Teatro Universitário do Minho, o qual pela voz e pelos gestos de cinco actrizes o preparou e ofereceu ao país que ainda se quer ouvir.
e por fim "voltem" aqui. há muito que não "via" um poema assim.
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João Negreiros
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
é quem fomos, e é tudo.
© Paulo Alves 2009.02 | NY
a minha despedida de ti tinha que falhar.
já lá não estavas.e uma verdadeira despedida é um encontro.
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PA
finalmente vi e concordo.
Christoph Waltz (Col. Hans Landa), in Inglourious Basterds, é a personagem cinematográfica do ano.
Lt. Aldo Raine: [Lt. Aldo and PFC. Utivich stare at him in confusion]
Col. Hans Landa: Is that the way you say it: "That's a bingo?"
Lt. Aldo Raine: You just say "bingo".
Col. Hans Landa: Ahhh! BINGO! What fun! But, I digress. Where were we?
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Inglourious Basterds
sábado, 19 de setembro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
prazeres requintados.
este blog é novo e vai interessar a quem gosta de comer, beber e ouvir. e é de um GRANDÍSSIMO amigo meu. mas daqueles grandes, grandes, grandes. tipo enormes ou maiores que mais altos. não sei se já perceberam a ideia - é que eu posso repetir, não custa nada.
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prazeres requintados
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
um dia que não cabia numa vida.
nunca sei dizer quando a nossa vida começou.
se quando tu disseste sim com os teus lábios,
se quando eu conheci o teu corpo com os meus.
mas penso-o hoje como um dia que não cabia numa vida.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009
falo, agora, de nós como se tudo tivesse sido um sonho.
© Paulo Alves 2009| Lisboa, Pr. do Comércio
e os teus olhos demoraram-se em coisas que não são.
obrigas-me, agora, a falar vagarosamente e a esforçados sorrisos.
os braços que levantava para sol caem hoje em abandono.
ouço música suave, sou vagaroso nos gestos.
falo, agora, de nós como se tudo tivesse sido um sonho.
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
ainda ali fiquei algum tempo.
Aproximei-me de ti; e tu, pegando-me na mão,
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.
puxaste-me para os teus olhos
transparentes como o fundo do mar para os afogados. Depois, na rua,
ainda apanhámos o crepúsculo.
As luzes acendiam-se nos autocarros; um ar
diferente inundava a cidade. Sentei-me
nos degraus do cais, em silêncio.
Lembro-me do som dos teus passos,
uma respiração apressada, ou um princípio de lágrimas,
e a tua figura luminosa atravessando a praça
até desaparecer. Ainda ali fiquei algum tempo, isto é,
o tempo suficiente para me aperceber de que, sem estares ali,
continuavas ao meu lado. E ainda hoje me acompanha
essa doente sensação que
me deixaste como amada
recordação.
Nuno Júdice, "A Partilha dos Mitos"
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
horas de deitar.

Convictos de que justamente.
Há quem ainda creia em levantar-se cedo
Para surpreender o céu a separar-se da terra.
Há quem prefira deitar-se cedo
Para se habitual ao escuro do sono.
Há quem nunca se deite porque a vida é curta.
Alguns ainda dão os bons-dias e as boas-noites
Sem nunca os confundirem.
Alguns ainda acreditam que é possível ter razão.
Alguns ainda acreditam que o amor nos ama.
Alguns abraçam-se à sua fatalidade
Por verem nela a única salvação.
Ainda há aqueles que acreditam nos bem-aventurados,
Embora vituperem o joio dos felizes,
Alegando que a felicidade não é deste mundo.
Por mim, vou-me deitar."
Nuno Rocha Morais, Ultimos Poemas
(e se repararem no adiantado da hora, já não vou cedo...)
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Nuno Rocha Morais
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
tristeza, fim.

Suponho que pousei a mão
No teu ombro, não sei,
Ausente ambos,
Tu do teu ombro, eu da minha mão.
Lá fora, não muito longe
Do vidro, a manhã passa
E é calma, tristeza, fim."
Nuno Rocha Morais, "Últimos Poemas"
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
e chegámos devagar à nossa morte.

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sábado, 5 de setembro de 2009
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
não se lembre do que eu lhe disse.

"Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse; nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles foram meus, não são seus. Se o criador o tivesse querido juntar muito a mim não teríamos talvez dois corpos distintos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que depois da oposição, venha a pensar o mesmo que eu; mas, nessa altura. já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim; porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem. "
Agostinho da Silva, in 'Cartas a um Jovem Filósofo'
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009
associação de ideias.

"Os poemas que escrevo
são moinhos
que andam ao contrário
as águas que moem
os moinhos
que andam ao contrário
são águas passadas"
Adília Lopes
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